Não carregues o vento nas costas nem mesmo
o tenhas como um raio, um trovão qualquer a te abastecer mínima
manhã: onde quer que tu te encontres, haverá luz
e um pouco de sol – esse frágil, tão frágil, sol que nos banha
agora como pomos de uma fruta; há liquidez, há raridade.
Não há palavra segregada ou sagrada ou sangrenta: há palavras
que nos bailam como doces donzelas, dulcíssima manhã, pintando um quadro
já exposto ou esquecido: uma tela para nos comover, um caminho.
Fico a desfrutar dos pomos.
Tão leve, tão entrelinhas, tão bonito…