Não cresce o homem
da mesma maneira como cresce uma flor: arraigado
em seu peito, destoa a liberdade
- essa palavra canora -,
e canta, atravessa seu dia de fúria ou dor.
Alegre, canta: pássaro ao chão,
pleno de si ou do outro, abriga a manhã
nos olhos, desatina a amar como criança, como menino
que se apega ao ar: de aço, faz sua casa.
Na atmosfera abstrata, o amor é erigido.
Redige no homem sua aflição, seu temor: corta-lhes as asas
e lhe ensina, verdadeiramente, a voar.