Eu navegaria meus dedos por tua pele.
Ainda que tu te agistes: alto mar. Percorreria
teu corpo como quem avista a Terra,
teu corpo cheio de riquezas e florestas, corpo minúsculo
ao alvoroçar do vento.
E te faria papel, lâmina na qual escrevo
o nome deste dia. E te perdoaria toda dor,
toda angústia que trazes quando vens ao meu encontro.
E se tu acaso viesses
eu navegaria os instantes que te precedem: tempestade de tempo.