Aos ventos

Estamos em março
e a vida não é mais que um poema
vindo da flor que se abre
em tua boca,
como se em ti o fluxo das águas
desenhasse teu corpo.

Na tua voz,
revestida no vento
que levanta palavras
como papéis,
ouço o mar desenvolver-se
atrás dos edifícios e amores
entre árvores e plantas
nos poros de tuas palavras
ouço o mar
em seu ruído de séculos.

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2 Responses to “Aos ventos”


  1. 1 Filipe março 5, 2008 às 5:42 pm

    Em meio a tormentas, há mulheres que são ilhas de tranquilidade para o olhar.

  2. 2 Srta. Bia março 13, 2008 às 12:05 pm

    o Lipe falou tão bonitinho… que não tenho mais nada dizer, mas gostei, gostei muito principalmente da parte da voz dela que levanta palavras.


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Burguesia

Híbrido espanto: poemas, contos, comentários e de vez em quando ciências sociais.

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