De um navegante

Eu navegaria meus dedos por tua pele.
Ainda que tu te agistes: alto mar. Percorreria
teu corpo como quem avista a Terra,
teu corpo cheio de riquezas e florestas, corpo minúsculo
ao alvoroçar do vento.

E te faria papel, lâmina na qual escrevo
o nome deste dia. E  te perdoaria toda dor,
toda angústia que trazes quando vens ao meu encontro.

E se tu acaso viesses
eu navegaria os instantes que te precedem: tempestade de tempo.

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1 Response to “De um navegante”


  1. 1 Daniela Borali abril 5, 2010 às 3:00 am

    “Adoro um amor inventado…”

    Raptado de Cazuza e no meu caso, neste especificamente, não é por falta de palavras…

    PS: Gosto de você.


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