Uma manhã com Caeiro

Despertam os pássaros em meu olhar: acordo. Há copos, talheres, xícaras de café, tudo desorganizado sobre a pia. Há desordem no meu tempo: não o vivo, como um cão ou um inseto, também não o vivo (tempo, tempo, tempo) em horas, minutos. Meu tempo se desfaz, novelo de linha, pote de açúcar, erva-doce.

Preparo um café e tu choves: ouço teus passos largos lentos loucos aguando o tempo.

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5 Responses to “Uma manhã com Caeiro”


  1. 1 b abril 27, 2010 às 5:26 am

    Não há nada parecido com coisa de burgues aqui.
    Há uma lírica própria , vívida e vivida que chove e quando água bate na terra, exala a erva doce e lava pratos.

    Lírica de século XXI sem ser óbvia.
    RARIDADE.

  2. 2 b abril 27, 2010 às 1:10 pm

    Não consigo resolver como postar comentário por aqui mas estou gostando e muito da tua lírica moderna e diferente.

  3. 3 Daniela Borali abril 28, 2010 às 5:26 pm

    Amores perdidos no tempo sempre será presente, nunca passado!

  4. 4 Daniela Borali abril 28, 2010 às 5:40 pm

    Tuas palavras me despertam para lugares que faz tempo luto para não estar. Porque naquele tempo eu sentia a vida correndo em minhas veias e agora não mais.

  5. 5 Tali abril 28, 2010 às 10:47 pm

    meu, simplesmente, amor…

    “Eu te amo pelas tuas faltas,
    pelo teu corpo marcado,
    pelas tuas cicatrizes,
    pelas tuas loucuras todas, minha vida”

    obrigada por existir na minha vida
    por cada manhã, cada letra marcada, cada instante que me deixa sem folêgo.

    todas manhãs, todas Caeiro…

    amo você,

    te espero


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Híbrido espanto: poemas, contos, comentários e de vez em quando ciências sociais.

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