(Esboço de um poema em junho)

Não carregues o vento nas costas nem mesmo
o tenhas como um raio, um trovão qualquer a te abastecer mínima
manhã: onde quer que tu te encontres, haverá luz
e um pouco de sol – esse frágil, tão frágil, sol que nos banha
agora como pomos de uma fruta; há liquidez, há raridade.

Não há palavra segregada ou sagrada ou sangrenta: há palavras
que nos bailam como doces donzelas, dulcíssima manhã, pintando um quadro
já exposto ou esquecido: uma tela para nos comover, um caminho.

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1 Response to “(Esboço de um poema em junho)”


  1. 1 b junho 17, 2010 às 4:26 am

    Fico a desfrutar dos pomos.
    Tão leve, tão entrelinhas, tão bonito…


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Híbrido espanto: poemas, contos, comentários e de vez em quando ciências sociais.

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