Arquivo para novembro \10\UTC 2010

Aquilo que se aprende com Thiago de Mello

Não cresce o homem
da mesma maneira como cresce uma flor: arraigado
em seu peito, destoa a liberdade
– essa palavra canora -,
e canta, atravessa seu dia de fúria ou dor.

Alegre, canta: pássaro ao chão,
pleno de si ou do outro, abriga a manhã
nos olhos, desatina a amar como criança, como menino
que se apega ao ar: de aço, faz sua casa.
Na atmosfera abstrata, o amor é erigido.

Redige no homem sua aflição, seu temor: corta-lhes as asas
e lhe ensina, verdadeiramente, a voar.

De fato

Ajustar os dias a minha gratidão ao mundo: acabo por ter mais do que tempo, mas uma espécie de contato com o mundo lá fora. Estou preso a mim como um animal se prende aos instintos, farejando outra textura indissociável ao estado das coisas, que permanecem sempre do mesmo modo.

Linguagem: aço de minha estrutura. Acaso te perdi? Flor, flor-frutífera ou qualquer coisa que o valha: a mata de meus cabelos, meus dedos, minha dose documentária de papéis, meus heróis, ídolos, anjos. Ajusto a mim tudo isso porque já não caibo neste espaço que me pertenço: um ser em expansão.


Burguesia

Híbrido espanto: poemas, contos, comentários e de vez em quando ciências sociais.

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